A PLATAFORMA DAS MULHERES NO PODER

Agora é Que São Elas é uma plataforma de construção de narrativas sobre mulheres, feita por mulheres. Nossa missão é ativar narrativas femininas e feministas que provoquem reflexão sobre gênero, poder e política. Para isso, a gente cria conteúdos e campanhas, realiza movimentos e mobilizações, capazes de encantar o público e deixar legados de mudanças pela igualdade de gênero. Queremos conectar e empoderar as pessoas através de narrativas de qualidade e inovadoras, contribuindo para a construção de um novo normal.

COMO CHEGAMOS ATÉ AQUI

Foi em busca de um novo normal mais diverso que nos reunimos, em 2015, numa articulação autônoma, independente, e tomamos a palavra. Ocupamos os espaços de fala garantidos aos homens nos meios de comunicação hegemônicos.
Durante a semana de ação #AgoraÉQueSãoElas, milhares de colunas e blogs assinados por homens foram ocupados por mulheres. Chegamos a ter 65 milhões de menções no twitter e ocupamos a bancada do Jornal Nacional com duas mulheres. O resultado foi um tsunami de vozes que, em coro, disseram: o corpo é nosso e a narrativa sobre a luta diária por liberdade e igualdade também deve ser.

O fruto maduro da ação foi a criação do coletivo #AEQSE, formado por Manoela Miklos, Antonia Pellegrino, Ana Carolina Evangelista e Alessandra Orofino. Juntas, fundamos o blog de mesmo nome, um espaço de curadoria para multiplicar a voz de mulheres em toda sua diversidade, abrigado pela Folha de São Paulo agoraequesaoelas.blogfolha.uol.com.br , editado e curado por Manoela e Antonia.

Em nossa primeira publicação, em janeiro de 2016, Djamila Ribeiro colocou em pauta a exploração do corpo da mulher negra na campanha Globeleza. Um ano depois, a campanha exibia diversas mulheres de cores, perfis e Estados diferentes.

Em março de 2017, nossa denúncia de assédio no caso Su Tonani foi parar no Jornal Nacional e na capa da Veja. A articulação que fizemos com a campanha #MexeuComUmaMexeuComTodas obteve mais de 4 milhões de menções nas redes, se tornando a maior campanha de virtual de enfrentamento à violência contra mulher. Pautamos o debate sobre assédio em escala nacional.

Já publicamos textos de diversas mulheres importantes como Débora Diniz, Nilcea Freire, Pitty, Samia Bonfim, Marielle Franco, Marina Silva, Leandra Leal entre muitas outras.

Nossa capacidade de articulação vai dos movimentos sociais ao entretenimento, da mídia mainstream até universidades e espaços de poder institucional. E isso fez com que o #AgoraÉQueSãoElas se tornasse uma referência na construção de pontes e novas narrativas na quarta onda feminista.

Hoje, estamos trabalhando para ampliar a nossa presença nas redes sociais, produzindo conteúdo voltado para a presença das mulheres nos mais diversos espaços de poder. Entendemos poder como uma força motriz, um tanto poética, na medida em que é capaz de criar novas formas de viver junto, novas perspectivas de sentido sobre o mundo. Acreditamos que a disputa pelo poder é fundamental para construirmos novas utopias do (im)possível, para realizarmos o novo normal.

Um fruto off-line do Agora É Que São Elas é o #FestivalAGORA, idealizado por Antonia Pellegrino, Joana Braga e Aline Vieira. O festival é um polo de conectividade, articulação de redes e encontros off-line. Sua primeira edição aconteceu em 2018, em São Paulo, atraindo um público de mil pessoas. Para 2019, dobramos de tamanho. Serão dois dias de encontro no CCSP para gerarmos uma experiência transformadora em torno do tema MULHERES NO PODER, de modo a pautarmos de vez o debate sobre violência política de gênero.

PARCERIAS REALIZADAS

Entre 2016 e 2018, construímos iniciativas significativas junto a outras parceiras e parceiros, como: 

Mapa do Acolhimento

Ferramenta de conexão entre vítimas da violência e terapeutas/ advogadas, presente em 590 municípios do Brasil, para promoção da igualdade de gênero e na prevenção da violência contra a mulher.

Pacto anti-assédio no audiovisual

Provocamos o setor, depois da onda do #MeToo, a estabelecer um manual de boas práticas e incluir nos contratos cláusulas de prevenção e punição em casos de assédio.

#MeRepresenta

Nas eleições de 2016, junto com o VoteLGBT, a Rede Feminista de Juristas, Blogueiras Negras, Rede Nossas Cidades e outros, ajudamos a criar a plataforma #MeRepresenta, de match político entre candidatos e eleitores. A plataforma também operou nas eleicões de 2018 e está se tornando uma organização independente. 

Primavera das Mulheres, documentário, 2017

Consultoria no filme realizado por Antonia Pellegrino.